sexta-feira, 18 de março de 2011

...voltas a fazer voluntariado!



A - Fazes voluntariado, porque gostas, porque te sentes bem, porque te possibilita novas experiências.
B - Aproveitas o tempo que podias desperdiçar, para fazer este acto que te fascina.
C - Não fazes voluntariado porque não tens tempo.
D - Arranjas forma de fazer voluntariado, com ou sem tempo.

Hipótese A
Um dia, decidi fazer voluntariado. Não fui suficiente inteligente para chegar à ideia sozinha, obviamente. Como eu não era uma rapariga que morresse de amores pela praia, calor e etc., as férias do Verão tornavam-se por vezes num verdadeiro tédio. Certo Verão, tive uma pequena voz de mesa de cabeceira que me disse Tás sempre em casa, porque não sais? Faz qualquer coisa, um dia poderás achar que este tempo foi desperdiçado! e como qualquer adolescente devo ter dito qualquer coisa como isto é uma seca, não há nada para fazer (sinceramente não me lembro, mas deverá ter sido algo como isto!). Porque não procuras instituições para fazer voluntariado? Devo ter resmungado qualquer coisa, mas a pulga atrás da orelha ficou lá! A verdade é que fiz um verão de voluntariado fantástico e ainda continuei voluntária durante mais 2 anos. Nos entretantos chegou a Hipótese B.

Hipótese B
Um dia candidatei-me à universidade. Um dia não entrei na universidade. Neste dia, o meu mundo desabou. 
Parece dramático demais, mas há muito boa gente que passa, passou e passará pelo mesmo. E a pergunta é sempre a mesma: E se eu não entrar? Hoje dou uma resposta a esta pergunta com a maior das naturalidades, mas quando me calhou a mim, deprimi dias a fio! 
Até que um dia voltou a pequena voz da mesa de cabeceira.... Não entraste, é verdade. Estás há dias a frio a chorar por isso. Mas agora, tens duas hipóteses: Ou (i) decides ser a coitadinha que não entrou na universidade, passas o ano a chorar pelos cantos, para o ano tentas outra vez e desperdiças um ano da tua vida ou (ii) limpas as lágrimas e aproveitas este ano para fazer coisas que não farias e que nunca poderás fazer quando entrares na universidade. Pois, é fácil falar, pensei eu, mas a pulga voltou a ficar atrás da orelha. Ocupei esse ano a fazer voluntariado em duas instituições completamente diferentes, a fazer um curso de língua gestual, enquanto estudava para os exames e fazias todas as outras coisas normais. Hoje se pudesse escolher? Voltava a ficar um ano! Isto foi o que eu fiz. Podia ter feito outras centenas de coisas, mas foi isto que me fez bem e feliz naquele ano. Infelizmente, também eu passei pela Hipótese C.

Hipótese C
Entrei para a universidade, mantive o curso de LGP, mantive o voluntariado, restava-me o domingo para fazer trabalhos e absolutamente nada para descansar um pouco. Com o tempo, tive de ceder e deixar o voluntariado, certa de que muito dificilmente voltaria a fazê-lo. Quando surge a Hipótese D.

HipóteseD
Como ainda assim a esperança não morre, deixei e a minha inscrição na bolsa de voluntariado nacional. Cerca de 5 anos depois recebo um bendito mail a convidar-me para ser voluntária. Pois, era fantástico, mas não tenho tempo. Mesmo assim, respondi ao mail. Eis que percebo que o tipo de voluntariado solicitado é conjugável com a minha (muito) pouca disponibilidade. Dia feliz. Muito Feliz!

Ser voluntário não é trabalhar sem ser pago, pelo contrário, é crescer e ter novas experiências sem pagar.
Obrigada pequena voz de mesa de cabeceira por tanto me provocares!... Ly**

7 comentários:

. disse...

Também já fiz voluntariado durante vários anos. Posso garantir com toda a certeza, que nunca me senti tão preenchida interiormente como naquela altura. Acredito muito naquela velha máxima que diz : "é dando que se recebe". :) :)

Beijo*

Imagina... disse...

É mesmo uma sensação óptima, por muito cansativo que seja na maioria das vezes, no final é sempre gratificante. Beijinho**

Turista disse...

Querida Ly, eu faço voluntariado a partir de casa que é uma forma de voluntariado que me dá muito prazer e que a Mia, te pode dizer em que consiste ;)
Beijinhos e bom fim de semana :)

Maria Ana disse...

Gostei do blog:)

Imagina... disse...

Manuela, deixou-me curiosa, vou falar com a Mia e depois comunico-lhe. Obrigada, beijinho!**

Obrigada Maria Ana! beijinho!**

Nita disse...

Embora nunca tenha feito voluntariado mas gostava de um dia fazer, sempre dei muita força para a minha filha fazer. Como mãe só posso dizer que a "Imagina que" cresceu muito como ser humano, ela já era uma miúda fantástica mas aquele ano em que não entrou na faculdade fez-lhe muito bem...Descobriu, aprendeu, foi um ano muito produtivo...

Imagina... disse...

Thank you dear! ;P beijo!!